Voe de parapente em Florianópolis – SC

A paixão por voar que, mais tarde gerou a Parapente Sul, iniciou comigo Carlos Alberto Dal Molin Silva “Alemão”, em 1982, quando ainda garoto, comecei no voo livre de “Asa Delta”, em Sapiranga-RS.

Desta época mágica guardo belas lembranças…

Poder estar no ar, voando com os pássaros…

Entendendo como o ar se movimenta…

A arte do voo é se conectar com a natureza, saber seu lugar nela, com humildade e consciência.

Desenvolver a paciência e a percepção.

Esses princípios invadiram meus sentimentos de garoto e são a base de nosso ensino na Parapente Sul.

Minha geração foi movida pelos esportes de ação como voo livre, skate, surf,capoeira,canoagem…

Floripa a “meca”!  E foi para cá que vim em 1984, morar na Lagoa da Conceição, embaixo da rampa de Asa Delta, no pé do morro.

Voar e sonhar tem algo em comum, afinal voar habita o imaginário da humanidade, desde a Grécia antiga, com as lendas de Dédalo e Ícaro.

Voar em Floripa então? Difícil saber se não é sonho , um visual destes.

Como capoeirista, trabalhei e me formei no curso de Ed.Física da UFSC, vivendo a vida boa de Floripa dos anos 80. Na universidade conheci Márcia de Almeida ( sócia da Parapente Sul) que também é formada em Ed. Física pela UFSC.

Aventureiro, fui para Espanha, em busca de algo que nem eu mesmo sabia o quê : Era o Parapente ! Modalidade nova de voo livre que vivia o grande “Boom” na europa e que jamais  havia visto por aqui.

Paixão imediata, sua praticidade de transportar, me impressionou, uma asa que cabia em uma mochila ? Perfeita pra Floripa e seus morros.

Era realmente uma idéia bem inovadora…Quem sabe o que diria Leonardo da Vinci diante desta portátil aeronave, que se pode carregar nas costas, como um casulo, e sair a passos assoviando uma canção…

De volta a Floripa, em 1991, ensinei a Márcia de Almeida ( Marcinha) montamos a Parapente Sul e iniciamos a divulgar o novo esporte dos ares.

“Nossa maior batalha sempre foi para divulgar a imagem positiva do parapente, o que era a chave do nosso negócio. Só nós dois, Alemão e eu, voávamos aqui em Floripa, e até então não se via matérias em jornais, revistas ou mesmo na tv. Para completar existia um forte preconceito dos próprios voadores de asa delta e outros planadores, que consideravam a aeronave muito frágil, por ser desprovida de uma estrutura rígida.Apelidaram-no de invertebrado!”

Desmistificar é sempre algo difíci, mas… Aos poucos, o céu vai sendo invadido, por centenas de voadores com seus parapentes coloridos, formados pela Parapente Sul e despertando cada vez mais nos habitantes terrestres o sonho de voar como os pássaros!

Dedicação e trabalho sério deram resultado. O reconhecimento  surgiu naturalmente e fomos investindo cada vez mais na nossa idéia. Hoje  temos uma boa estrutura e patrocínio de grandes empresas.

Acompanhando a velocidade do mercado mundial, a Parapente Sul sem dúvida, é uma das maiores escolas do Brasil.


Todas os textos e fotos desta matéria, foram retirados do site http://parapentesul.com.br/sobre.php.


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